Síndrome de Sjögren e mau hálito
A síndrome de Sjögren é uma doença inflamatória do tipo auto-imune, com redução progressiva da secreção das glândulas salivares e lacrimais.
Além de causar muito desconforto pelo ressecamento bucal e ocular, essa redução progressiva das secreções poder causar a halitose.
Como ja foi falado em post anterior, baixo fluxo salivar acarreta o surgimento do mau hálito, dentre outras consequências ruins.
A importância do diagnóstico precoce desta síndrome é propiciar o tratamento adequado para ela, minimizando e controlando a diminuição da função das glândulas salivares e, com isso, evitar um eventual efeito irreversível.
Um especialista em halitose pode, junto com o tratamento médico (em geral, conduzido por um reumatologista) indicado para esta patologia, fazer o controle da xerostomia, permitindo através de vários artifícios impedir a diminuição progressiva desta função e, com isso, proporcionar um conforto ao portador dela.
Há casos em que o único consolo é a saliva artificial, pois a secreção salivar já não é suficiente para a proteção e lubrificação da cavidade oral.
Por isso, somente a prevenção e a procura de profissionais corretos para cada patologia podem promover uma condição saudável ao paciente que tem a sindrome de Sjögren.

Fonte da imagem: blog Síndrome de Sjögren
P.S.: para ver mais informações sobre a doença, visite o blog potuguês Síndrome de Sjögren.
Consulta por e-mail: não entre nesta roubada

Fonte da imagem: Flickr (pasukaru76)
Resolvi abordar este assunto porque de cada dez dúvidas dos leitores que me escrevem oito são de pedidos de soluções por e-mail.
Quero deixar bem claro a todos de que não há condições confiáveis de se dar um diagnóstico sem estar pessoalmente com o paciente. E não me refiro apenas a diagnóstico relacionado à odontologia, mas à saúde em geral.
No caso do tratamento de halitose, cáseos ou de xerostomia, é de suma importância o contato pessoal com o paciente. Para vocês terem uma idéia, a consulta inicial costuma ser de 2 horas. Dá para perceber, portanto, o quão minucioso tem de ser o cuidado destinado ao tratamento do paciente.
Outra coisa muito recorrente são as receitas milagrosas deixadas nos comentários dos posts aqui publicados: EU APAGO TODAS!
Sempre tem os que fazem por boa intenção, mas está cheio de bem intencionados no mundo que nada resolvem verdadeiramente. Não existe um tratamento que sirva 100% para todas as pessoas, pois sempre existirá a necessidade de uma avaliação mais criteriosa, realizada adequadamente por um especialista.
Por isso, quem deseja ter seu problema verdadeiramente orientado deve procurar um profissional especializado, e pessoalmente. Seja qual for a área de atuação.
Valorize mais a sua saúde!
Saburra e aparelho ortodôntico

Fonte da imagem: Flickr (nectarous)
A saburra na língua é comumente encontrada em pacientes que não realizam nela uma adequada escovação. Uma das coisas que favorece o acúmulo de saburra é a descamação da mucosa oral. O aparelho ortodôntico é um dos provocadores.
No caso de pacientes que o usam, a descamação é acentuada pelo contato friccional do aparelho na mucosa oral constantemente.
Isso é um efeito que tem de ser observado na higienização bucal, pois a língua se torna um depósito de tecido morto. E justamente esse tecido é um meio de sobrevivência para as bactérias que estão na boca, prontinhas para proliferar o mau hálito.
Por isso, para quem usa aparelho não basta usar fio dental e escovar os dentes. A língua é uma das causadoras da halitose em quem tem um sorriso metálico e, portanto, deve ser também higienizada.
Saudálito no Odontoday !

O Odontoday é o novo e grandioso evento do calendário.
Dia 16 de julho, todos os dentistas estão convidados a colocarem suas máscaras e aparecerem no Twitter pela hashtag #odontoday.
É fácil e será muito legal compartilhar com os colegas a força odontológica no Twitter.
Aguardo vcs, dentistas e seguidores!
Tratamento para cáseos
As dúvidas de quem tem cáseos são geralmente similares e muito angustiadas. A frequente solicitação de uma cura através de um medicamento ou uma solução imediata com cirurgia são constantes.
No entanto, seria interessante que ficasse claro de que o surgimento do cáseo sempre vem acompanhado de vários fatores que não possuem uma única solução e é, sobretudo, diferente para cada pessoa.
O tratamento de cáseos, assim como o de halitose, funciona de maneira similar, com alguns aspectos peculiares, mas assim como um regime alimentar, depende única e exclusivamente da disciplina do paciente ao ser corretamente diagnósticado.
Os hábitos de vida e de alimentação são os maiores causadores e precisam ser orientados e corrigidos de maneira personalizada e particular.
Da mesma forma que uma dieta alimentar não funciona igual para todos que o fazem, o tratamento de halitose, cáseo ou xerostomia funcionam de maneira equivalente.
Há necessidade sim de um atendimento e, muitas das vezes, multidisciplinar entre o dentista especialista em halitose e uma outra especialidade médica, que podem ser as mais variadas possíveis.
Então a mensagem que eu gostaria que ficasse é a seguinte: não é impossivel tratar o cáseo; há um custo sim, tanto financeiro como de mudança de hábitos de vida e, principalmente é preciso muita paciência, como na maioria dos desafios e grandes superações em nossa vida.
Cáseos nunca mais
Como a vida de todos é muito corrida, o caminho mais comum ultimamente é resolver os problemas para ontem. E isso acaba virando também mania constante nos consultórios medicos e odontológicos.
Costumo dizer aos pacientes e em conversa com colegas que aquilo que levamos uma vida ou alguns anos para resolver não pode ter solução imediata. Concordam?
Então, qualquer tipo de tratamento depende de diagnóstico correto associado à execução do tratamento por parte do paciente. Sem essa dupla, nada feito!
O tratamento para cáseos é complexo, mas não difícil de executar. No entanto o imediatismo das pessoas têm deixado isso ocorrer com muita dificuldade.
Por isso, por mais boa vontade que alguém tenha em passar aqui nos comentários e seus depoimentos na intenção de ajudar, é necessário um olhar cuidadoso. Cada paciente reage de um jeito e o que causa cáseo em um, não necessariamente causa no outro. Isso é fato!
Curas milagrosas aparecerão – e muitas – por aí, mas resultados verdadeiros eu estou esperando ainda.
Por isso, tratar o cáseo é tratar de sua saúde. Respeite e cuide muito bem dela.
Fluxo salivar e tratamento oncológico

Fonte da imagem: Flickr (John Anthony Evans)
A informação que trago aqui é muito importante e pouquíssimas pessoas têm acesso: se refere ao tratamento do fluxo salivar em pacientes que se tratam com quimioterapia e radioterapia.
Porque tratar o fluxo salivar? Na verdade, quem passa por estes dois tipos de tratamento sofre uma grande alteração de fluxo de saliva. E ela é justamente a responsável pela hidratação, limpeza da cavidade oral e proteção aos dentes das bactérias da cárie.
Neste tipo de tratamento é comum os dentes ficarem muito fragilizados e fraturarem, a mucosa ficar cheia de feridinhas e a boca muito ressecada por conta da diminuição da saliva.
E o que fazer? Nesta especialidade de halitose são utilizados meios para estimulação da saliva, atuando nas glandulas salivares. Elas não devem parar de funcionar, pois os danos na cavidade bucal são muito acentuados.
Então, saibam que as pessoas que fazem tratamento oncológico devem procurar este especialista para minimizar os efeitos indesejáveis que geralmente causam a saúde bucal deste paciente, já bastante fragilizado.
Ir ao dentista especializado neste assunto também é parte deste tratamento!
Cáseos e fluxo salivar
Diante de tantas dúvidas e perguntas dos leitores, volto a falar sobre este assunto tão desafiador que são os cáseos.
A cirurgia sempre é a modalidade mais requisitada. Entretanto, ainda há casos em que os cáseos voltam a aparecer após a remoção das amígdalas.
O que a maioria das pessoas não ainda captou é que elas têm de tratar o agente causador. E o que exatamente seria?
A falta de higiene bucal é um deles, pois acumula saburra. Já outros tão importantes e quase não lembrados são a alteração no fluxo salivar e a descamação da cavidade oral.
É constante também entre os pacientes que possuem cáseos apresentar o fluxo salivar alterado. A baixa salivação (com a saliva viscosa) associada à descamação da cavidade oral e uma higiene deficiente são um prato cheio para o surgimento frequente dos cáseos.
O controle disso fará com que qualquer cirurgia amigdaliana para cáseo obtenha total sucesso.




