Pilocarpina e a xerostomia
A pilocarpina é um medicamento feito a partir das folhas de uma planta originalmente brasileira, o jaborandi. Ela é amplamente utilizada na oftalmologia para tratamento de glaucoma, pois tem efeito miótico (isto é, faz contrair o músculo da pupila). Ela tem diversos efeitos colaterais, como a diminuição da visão periférica e restrição de uso em alguns pacientes com mal de Parkinson, entre outros.
A pilocarpina também pode ser utilizada na odontologia na forma do colírio, mas por via oral, por ter efeito estimulatório no fluxo salivar de pacientes que apresentam xerostomia (baixo fluxo salivar). No entanto, não é um medicamento que pode ser utilizado indiscriminadamente por aí.
Infelizmente, o fato é que muita gente, sabendo da utilidade do medicamento, passa aos pacientes como modo de estimulação salivar, principalmente em caso de halitose com quadro de baixa salivação, sem antes avaliar corretamente o paciente ou tentar estimulá-lo com métodos mais simples que tragam benefício à sua saúde. Resultado: tem muito colega dando tiro no escuro, prejudicando principalmente seu paciente.
Poucos profissionais sabem usá-la e orientar seu paciente adequadaente. Portanto, se você tem baixa salivação e, com isso, quadro de halitose, consulte primeiro um especialista no assunto.
Fonte da imagem: site Planeta Sustentável
Saliva artificial
Como foi comentado no post anterior, o desconforto causado pela baixa salivação (xerostomia) devido ao tratamento quimioterápico e radioterápico é enorme, mas tem solução. Para alguns casos, sobretudo os mais graves, se torna necessário o uso da saliva artificial.
A estimulação da saliva nem sempre irá trazer o conforto desejado pelo paciente. Por isso, uma saída é o uso da saliva artificial para lubrificação da cavidade bucal, melhorando a sensação de secura, a deglutição e a fala – isso sem mencionar o poder de ajuda na limpeza da cavidade oral.
A saliva artificial nada mais é do que um lubrificante oral, cuja finalidade é garantir de que o funcionamento da cavidade oral continue estável . Ela pode ser adquirida em farmácias de manipulação, farmácias convencionais ou solicitada em sites específicos na internet.
Sua consistência é a de um gel transparente sem cor e também sem sabor, normalmente à base de água e glicerina. Para quem não gosta da sensação do gel na boca, já existe a saliva artificial em spray que é nova no mercado e tem tido uma grande aceitação por quem já fez uso das de gel.
Fonte da imagem: Xerostom (exemplo de produto no mercado estrangeiro)
Quimioterapia, radioterapia e a baixa salivação

Aparelho de quimioterapia. Fonte da imagem: Flickr (Jan Charles Linus Ekenstam)
Um dos sintomas desagradáveis do tratamento quimioterápico e radioterápico é a xerostomia (baixo fluxo salivar). Poucas pessoas que fazem ou fizeram estes tipos de tratamento sabem que a sensação de secura bucal, dificuldade de engolir e de falar é consequência do tratamento. Com isso, poucas pessoas procuraram o alívio ou solução para este grande desconforto.
O fluxo salivar normal está em torno de 2,5 a 3,5 ml/min, sendo que o valor encontrado em quem está sob efeito destes tratamentos pode alcançar o valor de 0,2 ml/min.
Além das sensações desagradáveis já citadas, a cárie pode ser a mais destruidora, já que sem saliva suficiente para que ocorra a lubrificação e limpeza oral, as suas bactérias ficam livres para exercer sem limites seus estragos nos dentes.
No tratamento para estimular o fluxo salivar podem ser usados estimulantes mecânicos, gustatórios ou medicamentosos.
O especialista em halitose também está habilitado a tratar deste desagradável incômodo que pode ser, dependendo da intensidade da xerostomia, resolvida com um grande grau de conforto ao paciente.
O cheiro dos medicamentos
fonte da imagem: (Flickr: bitzi)
Infelizmente os medicamentos também podem nos causar halitose. Embora sirvam para a realização de tratamentos e curas de várias doenças, eles também podem ter ser efeitos adversos.
Alguns tipos de medicamentos já são identificáveis facilmente quando usamos. Outros dão um certo trabalhinho até passarmos a desconfiar deles.
Os mais comuns causadores de mau hálito são os antibióticos, as sulfas e as vitaminas do complexo B, independente de como seja a via de aplicação (oral, subcutânea, intramuscular ou endovenosa).
Existem também diversos tipos de medicamentos que podem causar odores específicos, como uma droga utilizada no tratamento de dores musculares, o dimetilsulfóxido, que, no momento de sua transformação no organismo, exala um odor parecido com a essência do alho. Por conta disso, muitas vezes é motivo de reclamação por aqueles que o utilizam. Já outros podem disseminar um cheiro de eucalipto, como no caso dos medicamentos utilizados para inalação em gripes e crises respiratórias.
Na realidade, existem diversos exemplos destas variantes de hálito pós-uso de medicação, tanto por causa de seus componentes como por até mesmo causarem também a xerostomia (diminuição de fluxo salivar).
Por isso, se a suspeita de mau hálito estiver presente em sua vida, analise se está fazendo uso de alguma medicação no momento e consulte seu médico. Nunca fique na dúvida!
Fumo causa xerostomia e (principalmente) mau hálito
O fumo, ou tabagismo, seja qual for a sua forma de uso (cigarro, charuto, cachimbo, maconha), além de péssimos a saúde como um todo, na área odontológica proporciona o agravamento das inflamações gengivais, o surgimento do câncer de boca, manchamento dentário e, como características particulares ao nosso assunto principal, a xerostomia e o mau hálito.
Como potencializador de xerostomia, o fumo irá causar os sintomas desagradáveis referidos no post anterior, além de promover também o crescimento das papilas gustativas, tornando a língua de aparência pilosa, mais favorável ao acúmulo de saburra devido a sua forma.
Como conseqüência ao acúmulo de saburra e o odor fétido de fumo que fica na boca, surgirá assim o mau hálito.
Portanto, se você não deseja ter mau hálito, trate de se livrar do fumo: com certeza será bem melhor pra si mesmo e para os que vivem ao seu redor.
fonte da imagem: (Flickr: trazomfreak)
Depressão = Xerostomia + Mau Hálito?
A depressão é uma das doenças mais comum de nosso cotidiano, já que o dia-a-dia está cada vez mais cheio de atribulações e obrigações ,deixando-nos cada vez mais estressados. Assim, estresse não é palavra da moda: é pura realidade.
Antigamente ter depressão era um quadro considerado crônico e quase que de tendência familiar. Hoje, com o agravante do sintoma estresse, surgem as depressões em larga escala. Normalmente ligadas a um motivo sufocante aliado ao modo de encarar a vida de cada um.
E para nós,que tratamos de xerostomia (hiposalivação), estamos tendo a cada dia maior contato com este “mal do século” através dos pacientes que sofrem de xerostomia.
A diminuição de saliva ocorre primeiramente pelo intenso quadro de estresse que a pessoa se encontra durante a depressão. Isto é: o estresse é o primeiro contribuidor para a baixa de salivação. E depois dele eis que surgem os efeitos colaterais de alguns medicamentos antidepressivos e ansiolíticos, que causam esta sensação de boca seca provocada pela diminuição da saliva.
Isto significa de que o paciente em depressão terá obrigatoriamente mau hálito? Não necessariamente,mas ele terá uma forte tendência a que isso ocorra devido à alteração do fluxo salivar, da possível formação de saburra e dos odores também exalados por alguns destes medicamentos.
Por isso, em caso de dúvida sobre como eliminar este desconforto, a conversa com um especialista em Halitose pode ser de fundamental alívio ao transtorno bucal e diminuição dos fatores do estresse para quem está sendo vítima da depressão.
A xerostomia e o mau hálito
fonte da imagem: (Flickr: G R F)
O termo xerostomia significa secura bucal por baixo fluxo salivar (ou quantidade de saliva), que ocorre devido a uma deficiência ou alteração nas glândulas salivares.
Vários podem ser os motivos deste desequilíbrio funcional das glândulas, mas sabemos que dentre eles estão: o uso de alguns medicamentos (como antidepresssivos, ansiolíticos, antialérgicos, antihipertensivos, diuréticos e antineoplásicos), algumas doenças das glândulas salivares (como a Síndrome de Sjögren, Esclerose Sistêmica, e Sialoadenites), os regimes, o estresse emocional, a desidratação e o tratamento radioterápico, entre outros.
Com a redução da quantidade de saliva na boca, o surgimento da halitose é um fato bastante corriqueiro, já que a limpeza bucal que ocorre naturalmente com o fluxo normal sofre uma redução, favorecendo assim o acúmulo de restos alimentares na língua (a saburra), causadora em potencial do mau hálito.
A xerostomia, ou secura bucal, é um sintoma bastante desconfortável para quem o sente, sendo tratado com grande êxito pelo mesmo profissional especialista em halitose, independente de ter ou não o mau hálito. Por isso, se estiver apresentando por algum motivo esta sensação desagradável,o primeiro passo é aumentar a ingestão de água em seguida procurar um profissional habilitado para que possa resolver este problema.



